Posted by Mac² on 12 de Dezembro de 2008
No Causa Nossa, diz Ana Gomes:
Informo que o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, comunicou ontem à imprensa ter enviado uma carta a Javier Solana e a todos os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, comunicando-lhes que Portugal se disponibiliza a receber prisioneiros de Guantánamo, no contexto de um esforço da UE para ajudar a Administração Obama a fechar os campos de detenção.
Portugal é o primeiro Estado Membro da UE a tomar esta iniciativa e espera que outros países europeus sigam o seu exemplo.
Portugal poderá receber presos de Guantanamo. Uma pequena ajuda, mas muito válida.
Posted by Mac² on 7 de Dezembro de 2008
Para quem ainda não sabe: o website do governo do Barack Obama — Change.gov — adoptou os Creative Commons como copyright.
Toward a 21st century government
Posted by Mac² on 14 de Novembro de 2008
Com o Roosevelt foi o rádio e os famosos “fireside chats”, a partir de 1933. Com o Kennedy foi a televisão em directo. Com o Clinton foi a Web 1.0 — em 1994 foi inaugurado o primeiro website da Casa Branca.
Agora com Obama temos a Web 2.0 em definitivo: depois dos websites (agora o Change.gov) e do Twitter (durante a eleição), parece que Barack Obama vai utilizar o YouTube para os “Weekly Addresses” (agora na transição e, pelo que consta, durante a presidência).
Today, President-elect Obama will record the weekly Democratic address not just on radio but also on video — a first. The address, typically four minutes long, will be turned into a YouTube video and posted on Obama’s transition site, Change.gov, once the radio address is made public on Saturday morning. (…) — Washington Post.
Posted by Mac² on 5 de Novembro de 2008
Em muitas casas dos EUA suspira-se de alívio após duas eleições que ergueram paredes de suspeição nas instituições políticas, administrativas e principalmente judiciais. (Aqui em casa o Skype foi utilizado para ligações familiares entre quem lá estava e quem aqui vive num mundo de expatriados. Com muitas contas, sorrisos e risos à mistura.) De facto, as eleições de 2000 e de 2004, abriram estigmas em uma grande parte dos americanos e nos últimos 8 anos era fácil observar uma nação internamente dividida, naquilo que alguém com ironia chamou de Bushlândia e de Terra dos Livres. Hoje, fecha-se este ciclo e muitos outros, inclusive a nível internacional.
A eleição de Obama faz-me pensar que os EUA apanharam, finalmente, um comboio que já estava em andamento, mesmo que sem um condutor muito visível — resta saber se (e como) o novo passageiro irá assumir a posição de condução desta máquina cujo caminho parece tumultuoso, mas embalado por ventos de esperança.
Na blogosfera assistiu-se a um enorme frenesim. Portugal não foi excepção… e não deixa de ser interessante fazer um pequeno exercício de comparação com a falta de excitação que a política portuguesa suscita nos mesmos quadrantes.
Seja como for, e pegando numa pergunta feita ontem na cobertura live das eleições feita por mim, pelo David e pelo Phil (que aliás foi divertida e permitiu ficarmos acordados até aos resultados mais oficiais), eu diria que há três factores que parecem ter contribuído de forma decisiva para esta vitória do Barack Obama:
- A imensa máquina de apoio que Obama conseguiu reunir por parte da população. Tarefa de formigas que, quando em marcha, levaram tudo à frente. Desde muito cedo se viu que o apoio da população ao jovem senador do Illinois era imenso e contagioso. Os milhões de telefonemas feitos, as acções de porta em porta, e a distribuição de informação foi feita com uma competência sem precedentes. O motto «Yes, we can» foi abraçado como nunca. A própria acção em canais como a blogo e twittosfera e na net em geral neutralizou a máquina republicana que normalmente aposta muito forte na desinformação e no medo do desconhecido.
- A escolha de Sarah Palin como colega de corrida de John McCain. Estou certa que McCain tentou, na escolha de Palin, matar dois coelhos com uma cajadada só: apelar ao voto mais conservador (que ele naturalmente não tinha) e ao voto feminino. Infelizmente para ele, a euforia em volta da Governadora do Alasca foi de pouca duração; se os votos mais conservadores ficaram garantidos, os femininos não o foram e uma grande parte dos indecisos (ou mesmo das alas mais liberais republicanas) virou a cara ao ticket republicano. Mais, foi nesse espaço que se observou a mudança de apoios dos media, incrédulos na nova composição da equipa de McCain que de candidato experiente passou a errático e inconsequente.
- Finalmente diria que o terceiro factor decisivo foi o estalar da crise económica. Obama estava muito mais preparado para lidar com ela do que McCain. Tivesse a crise sido militar extra ou intra fronteiras, e a música seria outra. Mas não foi, e o Senador do Arizona esteve sempre em posição de inferioridade na forma como lidou com os assuntos económicos (mesmo com as tentativas de volte-face que foi tentando).
Agora resta-nos esperar até Janeiro e ver o que acontece. Bush ainda tem alguns cartuchos para lançar até lá. A Obama resta começar aquilo que lhe vai trazer cabelos brancos e muitas noites sem dormir decentemente: é o pagamento que terá que fazer pela mudança que defendeu com unhas e dentes. A presidência dos EUA é uma posição de poder impar onde, invariavelmente, se vende a alma ao diabo. E o diabo não é gentil.
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Vou dormir um pouco melhor.
Posted by Mac² on 4 de Novembro de 2008
Até a alma e o corpo aguentarem, pelo menos.
Em conjunto com o David Rodrigues do Sixhat.net e com o Phil do iPhil. Enfim, a trupe do costume.
Posted by Mac² on
Aplicação para ver a CNN, a BBC ou a MSNBC: LiveStation (multiplataforma).
Para ouvir na rádio: National Public Radio
Websites:
Politico: amálgama de informação.
Real Clear Politics: idem, idem.
FiveThirtyEight: estatísticas a rol.
Electoral-Vote: mais estatísticas.
The Daily Dish: pela prosa e pelos fait-divers.
Mega-Websites (especial eleições):
New York Times (incluindo o dashboard mágico)
CNN (e o ElectionCenter)
Fox News: já agora…
Tudo ao molho e fé em…:
Twitter Elections 2008

Já agora deixo aqui um mapa feito pelo SwingStateProject.com com as horas de fecho das urnas eleitorais norte-americanas. As horas assinaladas são as da costa oriental, que equivalem a menos 5 horas que em Portugal continental. Vão, portanto, das nossas 23:00 (no Indiana e Kentucky) até às 05:00 (no Alaska).
Os estados mais importantes para observação (os chamados swing states) são: Colorado (9 votos eleitorais), Florida (27), Ohio (20), Pennsylvania (21) e Virginia (13). De ter também em atenção à North Carolina (15) e ao Missouri (10).