Posted by Mac² on 20 de Novembro de 2008
Depois do festim de testosterona do novo trailer do Star Trek… Sim, a velha história batida do rebelde tipo James Dean, agora em versão ’spaceship’, e das moçoilas meio despidas (tenho a sensação que vou desgostar deste novo Kirk, tal como já desgosto do velho). Valha-nos o vulcano Spock interpretado pelo Zachary Quinto (aqui sou bem capaz de vir a gostar bastante da versão 2009).
… Mas, dizia eu, depois das hormonas juvenis, nada como dar um pulinho a mais um filme bem esgalhado pela DreamWorks. Daqueles que parecem para crianças, mas na realidade são ainda mais apreciados pelos adultos.
Trata-se do Monsters Vs Aliens… Promete e muito.
Actualização: o vídeo já não está disponível, mas pode ser visto com melhor qualidade aqui.
Posted by Mac² on 7 de Novembro de 2008

Acabei de ver o último James Bond: Quantum of Solace.
É bom. A melhor parte é que toda a gente é vilã. Tutti cuanti (parte do filme passa-se em Itália). O Bond não é santinho e não tem qualquer pejo em atirar primeiro e perguntar depois. Para lá disso, como diriam os americanos, “he is a hank”.
Há alguns anos, quando a sucessão do Pierce Brosnan foi decidida, não fiquei lá muito convencida, mas dou o braço a torcer: o Daniel Craig dá uma nova dimensão à personagem nunca vista até agora. Irra, até se percebe porque o Bond dorme com todas as mulheres que por lá passam (bem, quase todas).
Mas voltando ao Quantum of Solace: tem perseguições a dar em barda (de todos os tipos e feitios), um genérico altamente retro, uns facínoras que pertencem a uma organização ultra-secreta, uns gajos latinos de aspecto nojento, uns gajos brancos europeus e norte-americanos igualmente nojentos (um deles com cabelo à Paulo Bento, mas para pior), duas moças muito jeitosas e a M (a maravilhosa Judi Dench). E um Bond atormentado, de poucas falas mas muito certeiras.
O tesouro mais procurado não é o petróleo, nem o ouro, nem os diamantes. Os dólares são abandonados em troca do euro (libras? o que é isso?). Ah, e os gadgets são maravilhosos. (Nota: quero uma mesa igual à do MI6.)
Duas horas bem passadas. Aconselhado, apesar de eu ter gostado mais do Casino Royal.
Nota pós-edição: Artigo no NYT sobre Daniel Craig (“Stripping the Spy Down to His Manner”).
Posted by Mac² on 27 de Setembro de 2008

Paul Newman (1925-2008)
Wiki
IMDB

Posted by Mac² on 13 de Junho de 2008
Eia, eia!
Amanhã dois fabulosos filmes (velhinhos, velhinhos, dos anos 40):
RTP1 - 16:50 - Pai Tirano (infelizmente à hora do Espanha-Suécia)

Querido Ribeirinho no seu “ta-tão-ta-tão”. Já dele falei aqui.
TV2 - 23:30 - To Have and Have Not

Maravilhosa Bacall: “You know how to whistle, don’t you Steve? You just put your lips together and… blow.”
Posted by Mac² on 22 de Maio de 2008

Depois do projecto ter sido divulgado no ano passado, a notícia corre agora os media internacionais a partir de Cannes.
Segundo a Reuters:
Portugal’s most famous singer will soon be immortalized on film.
Fado-singing legend Amalia Rodrigues, who died nine years ago at the age of 79, will be the subject of “Amalia,” starring 29-year-old stage actress Sandra Barata Belo. The film will be directed by Carlos Coelho da Silva.
The $5 million film — large by Portuguese standards — will follow Rodrigues’ transformation from poverty-stricken youth to national treasure and international star. It should be completed by the end of this year, and available for distribution in early 2009.
Para quem não sabe, o Carlos Coelho da Silva realizou “O Crime do Padre Amaro”.
A VC Filmes/Valentim de Carvalho (detentora dos direitos das canções de Amália Rodrigues) irá investir c. 3 milhões de euros no projecto deste filme que começará a ser filmado no próximo mês.
O filme sobre a Amália filme conta ainda com o apoio da RTP e espera-se também uma versão para televisão, em dois episódios.
Estou curiosa em ver os resultados. De uma coisa tenho a certeza, será um êxito por cá e no Japão. Veremos se vai tão longe como o “La Vie en Rose” (donde a VC Filmes, segundo consta, tirou a ideia).
Ah, e o jornalista da Reuters está errado: há muito tempo que a Amália é imortal, até mesmo em filmes.
Posted by Mac² on 19 de Maio de 2008

Os cartazes dos vários filmes da série.
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Quem são os nossos heróis?
Bom, para a minha geração (anos 70) um deles era, sem dúvida, o Henry Walton Jones, Jr. Quem? O seu nome usual é Indiana Jones, Indy para os amigos.
Lembro-me de ver o primeiro filma da trilogia (aquele que acho melhor, pelo argumento, pela acção e pelos actores) no já extinto cinema Berna em Lisboa. Lembro-me também que fui com a minha mãe e que comi umas bolachas de arroz. Foi também nessa sessão que conheci uma sua amiga de infância, a qual também se chamava (curiosamente) Maria João.
A partir daí o Dr. Jones passou a ser um dos meus heróis, claro. E talvez um pouquinho dele me tenha levado a escolher as profissões que tenho: arqueóloga e professora. Mais na versão laboratorial, do que no corre-corre com chicotes e pistolas à mistura, confesso.
Já aqui disse que uma das minhas personagens favoritas da série Indiana Jones é a Marion Ravenwood. No inícios dos anos 80 não era todos os dias que viamos uma mulher beber mais do que homens grandes e abrutalhados e ainda escapar dos mesmos com alguns socos à mistura (também confesso que na minha infância havia algo da Marion em mim e falo literalmente).
Para o meu filho (o António), de 8 anos, o herói é — claro! — um jovem de óculos que frequenta uma escola de feiticeiros e que voa pelos ares. A isso podemos juntar o Homem-Aranha e O Senhor dos Anéis. Comparativamente, no meu caso, o Indiana era acompanhado pelo Super-Homem (o antigo, pois os recente… enfim) e pela primeira trilogia Star Wars (ainda não perdoei o Lucas pela porcaria que fez com a nova trilogia… mais uma vez, enfim).
E por isso mesmo foi com um sorriso nos lábios que convidei o António para ir comigo ver o Indiana Jones ao cinema na próxima semana. Avisei-o que o filme não é dobrado, pelo que ele terá que se esforçar para ler as legendas. A resposta que tive?
- Não há problema, mãe. Eu já sabia. Todos os filmes do Indiana Jones são em inglês -, disse ele.
E logo acrescentou que já tinha visto cada um dos filmes três ou quatro vezes. Essencialmente na televisão, mas também no ATL da escola. Digamos que o Indy não lhe é desconhecido.
Duvido que o Dr. Jones faça o António esquecer o Harry ou o Peter ou o Aragorn, mas será divertido falar com ele sobre o que o Indy (e a Marion) significam para mim.
Eu gosto de bom cinema e detesto ir ver filmes de má qualidade. Posto isto, não sei se o 4º filme da (já não trilogia, mas tetralogia) do Indiana Jones é bom ou não. Pelo que tenho lido, os críticos (o filme acabou de ser estreado em Cannes) não são unânimes. Mas sabem uma coisa? Neste caso particular estou-me a borrifar. Porquê? Porque ainda não vi o Spielberg fazer um mau filme (ao contrário do Lucas, por exemplo)… e porque me apetece sentar numa sala de cinema com o António e trautear ta-ta-ra-ta ta-ta-ra… ta-ta-ra-ta ta-ta-ra-ta-ta. (Isto faz-me lembrar também uma versão que nós cantávamos em trabalhos arqueológicos no Alentejo; era uma versão arraaaaastaaaada e leeenta.)
Indy ao longo do tempo.
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Nota final: os anteriores filmes do Indiana Jones foram lançados nos anos de 1981 (Os Salteadores de Arca Perdida), 1984 (Indiana Jones e o Templo Perdido) e 1989 (Indiana Jones e a Última Cruzada). O mais recente filme estreia na 5ª feira, dia 22, com o título de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Como extra conta com a volta da minha heroina Marion Ravenwood (interpretada, como não podia deixar de ser, pela Karen Allen).
A outra nota final: A história das ditas caveiras de cristal tem um fundo de verdade. Podem ver qual na wiki.
A nota final das notas finais: O Roger Ebert gostou muito filme. (Não que isso interesse muito aqui neste caso.)